Festival de música
Festival de música
Sou
apaixonada por festivais de música, mais precisamente de Rock, porque é o meu
estilo musical preferido. E o que mais
vou é um famoso que tem Rock no nome, mas sempre teve um estilo eclético
englobando quase todos os estilos musicais. Todas as edições é sempre a mesma
coisa, que a produção é vendida, porque tem rock no nome se quase não tem rock,
e outras colocações, para mim, sem noção.
Neste ano, além de participar de
alguns dias desse festival, também participei de um evento de network e
conhecimento desta marca que é ótimo e que me provou que o festival em si é uma
marca, que foi utilizado para chamar atenção, uma vez que à época a maioria
dos festivais eram de rock, mas desde
sua primeira edição a vocação foi de mostrar que nós brasileiros somos tão bons
em projetos, seja ele qual for, quanto qualquer grande pais do mundo, e claro levar
música para todos, sem vieses, fazendo um festival não só de música, mas também
de inclusão, onde todos tem seu espaço, onde todos são bem vindos e onde o que
deve prevalecer é a alegria, a felicidade e poder ter a experiência de passar um
dia se divertindo, vendo shows que gosta e se abrir para novas experiências
musicais.
Esse tipo de ideia tem o DNA
brasileiro, onde o povo foi formado por tantos povos diferentes que sermos
preconceituosos é incoerente. Assim como o festival, que já misturou Rock
pesado com MPB, teve um dia de Kpop, um dia só com cantoras mulheres, tem
palcos que englobam vários estilos, nós brasileiros temos em nosso DNA, indígenas,
portugueses, africanos, alemães, holandeses, franceses, italianos, orientais, e
praticamente todas as religiões, todas as crenças. Para facilitar o pensamento,
podemos dizer que todo o mundo está no Brasil e nós temos um pouquinho de cada.
Vou me colocar como exemplo, quem me vê, acha que vim do continente Africano,
lembrando que na África do Sul a maioria da população é de pele branca, mas
vamos voltar ao que estávamos falando. Sou de pele negra, cabelo cacheado, e já
perdi alguns empregos, já tive alguns olhares enviesados, pela cor da minha
pele. Mas, sou neta de português e italiano, fui casada com um filho de
italiano, sou sobrinha de um português, e me orgulho de quem sou.
Então se você está lendo este artigo,
se olhe, olhe sua essência, sua família, veja a verdade de quem você é, porque
não somos somente a cor da nossa pele, temos muito mais camadas e o
melhor para todos, para que sua empresa cresça, se destaque, seja diferenciada
que seus colaboradores sejam contratados por sua experiência e seu conhecimento
e não pela cor da pele, o sexo, a conta bancária, a quantidade de seguidores
nas redes, tudo isso não dá aa realidade da qualidade do trabalho, mas sim,
mostra somente uma das muitas camadas que este profissional tem.
Este festival que eu amo, este ano
mostrou que um cantor bom pode cantar qualquer coisa e não somente um estilo
que é colocado para um nicho, que pessoas de todas idades e gerações podem
gostar de um cantor sexagenário que levou uma multidão ao festival com
ingressos esgotados, colocou no mesmo dia adolescentes vidradas em Kpop e cantores
de música experimental pop dos anos 2000 para que os pais não enlouqueçam.
Então, se você é um dos que reclama
do festival que tem Rock no nome, mas que tem o DNA brasileiro, vai para um
festival com DNA de outro país. Este festival só nos mostra que não devemos
julgar pelo nome, mas sim pelo conteúdo e que ter vieses só te faz perder chances
maravilhosas de ver o mundo por vários ângulos.
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Elaine Ferreira
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