Eu, Eu mesmo e meu ID
Eu, Eu mesmo e meu ID
Para quem não me conhece, saiba que sou do grupo de pessoas que acreditam que todas as pessoas precisam fazer terapia, precisam se conhecer, precisam saber mais sobre seus medos, seus traumas, e encarar melhor seu interior para lidar melhor com tudo que está ao redor. E sim, eu faço terapia, a alguns anos, mas muito antes disso, até para que eu pudesse lidar com a liderança de pessoas, precisei tentar entender o que acontecia dentro da minha cabeça.
Líderes precisam se conhecer
para que saibam tentar prever suas reações quando processos fora do padrão acontecem.
Vou usar uma das minhas mil histórias da minha fase líder para que fique claro
o que você se conhecer e ter uma certa visão de seus liderados podem fazer por
você.
Sou também a favor do uso da
análise comportamental durante toda a vida profissional dos colaboradores, pois
esta ferramenta apoiando feedback, feedforward, entrevistas e conversas, você
consegue ter uma visão abrangente de quem faz parte de sua equipe. Mas vamos ao
exemplo do que estou falando.
Fui contratada para criar
uma área da empresa do nada, precisava preparar equipamentos, compra de móveis,
contratação de pessoas, criação de processos, tudo inicialmente começaria por
mim. Porém fui autorizada a contratar uma pessoa para me auxiliar e ser minha ajudante
no processo. Por conta do tempo para a contratação deste auxiliar e pela cultura
da empresa que tinha como premissa inicialmente contratar por uma empresa de
contratos curtos e caso a pessoa se destacasse passávamos a contratar pela
empresa. Não é o tipo de contratação que gosto de fazer pois nestes casos
preciso aceitar o profissional que é indicado e acho este processo muito
impessoal, principalmente porque esta pessoa vai ser meu braço direito e irá
trabalhar comigo diretamente, gosto de ter um pouco de sinergia com a pessoa. Mas,
fazia parte da cultura da empresa e que estava entrando na empresa, também e
tinha aceitado este tipo de contratação.
No primeiro dia da pessoa,
tendo como parâmetro o currículo e a transcrição da entrevista feita pela
empresa que a contratou inicialmente, dei as boas-vindas, passei toda a
proposta e informei quanto a tudo que iriamos precisar, passando cronograma e
incluindo a pessoa na proposta quando pedi opinião quanto ao fluxograma e as
datas e percebi inicialmente que a pessoa ficou um pouco perdida quanto ao que
estava acontecendo. Levei a pessoa para uma visita as áreas as quais estaríamos
projetando e no horário do almoço dei espaço para que a pessoa pudesse estudar
todo o projeto, uma vez que vi que a cada fase ou área que apresentava ela projetava
um olhar de “o que ela está falando¿”. Ao final do dia, me despedi, e muito
preocupada, após a saída da pessoa, entrei em contato com a empresa e
questionei quanto aos conhecimentos reais da pessoa, referências e claro,
quanto a análise comportamental. Como eu tenho conhecimento de minha
personalidade, sei que sou agitada, gosto de agilidade e preciso de uma pessoa
que tenha pulso firme para me fazer desacelerar e pensar 3 vezes antes de tomar
uma decisão. E qual não foi minha surpresa quando a empresa me falou que verificou
as referências, que ela fez uma prova que confirmava seu conhecimento, mas que
não tinha feito a análise comportamental. Perguntei se eu poderia fazer para me
dar uma visão mais clara da pessoa e fui autorizada, inclusive a empresa usa o perfil
DISC, que também uso, então concordamos a fazer a análise e compartilhar as
informações. E então todas as minhas dúvidas foram resolvidas, ela não tinha o
perfil que precisava para aquela demanda. Tinha o conhecimento técnico, mas inicialmente
não tinha a agilidade cognitiva para um processo que tinha um prazo tão
apertado para ser colocado em prática. Porém não sou uma pessoa injusta e ao
final dei o feedback a pessoa e perguntei se a pessoa estaria aberta para junto
comigo enfrentar a jornada que nos esperava e me coloquei a ajudar, ensinar e apoiar
com o conhecimento e com a melhoria profissional dela. Me comprometi de efetuar
um feedback justo ao final dos 3 meses de experiência e levar em consideração
todo o aprendizado que fosse efetuado durante o processo. Ela aceitou. E agora,
como tinha conhecimento dos pontos fortes e não tão fortes e ela também passou
a se conhecer melhor o projeto foi um sucesso. A pessoa que foi contratada temporariamente
foi efetivada, e hoje é uma grande diretora de empresas.
Usei este exemplo
para que fique claro o quanto você se conhecer e conhecer as pessoas que estão
dentro de nossa equipe, os pontos fortes e os pontos a serem melhorados e
mostrando a equipe que nada é para sempre, que a mudança depende somente da
nossa boa vontade podemos construir equipes vencedoras e aptas a garantir competitividade
dentro das empresas.
Quer se preparar para se tornar um ótimo profissional em ANÁLISE COMPORTAMENTAL, venha fazer nossos treinamento:
Direitos e deveres trabalhistas
Introdução ao direito ambiental
Elaine Ferreira
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