Quando nos ajudamos somos mais fortes.


 Quando nos ajudamos somos mais fortes.


        Acho que estou em plena crise da meia idade junto com adolescência, porque neste momento tenho a sabedoria da maturidade, mas estou enfrentando os desafios de trabalho de quem está começando agora. Eu venho a muitos anos, muito antes de ser moda sobre etarismo, e sempre coloco bem claro que diferente do que se pensa, o etarismo não é somente sobre pessoas 50+ que não conseguem colocação no mercado, mas também dos jovens 16+ que estão iniciando sua vida profissional e não conseguem porque o mercado tem feito tantas exigências e que nem todos podem corresponder que o que mais parece é que o mercado não quer que a economia cresça e que o pais se desenvolva. 
        Eu estou no melhor da minha intelectualidade, do meu conhecimento, de tudo, me sinto melhor hoje do que quando comecei aos 17 anos, sem experiência, sem conhecimento, aceitando qualquer emprego, não sabendo como me comportar em momentos péssimos que muitos da minha geração passou e que as gerações atuais ainda passam, e sem o apoio familiar, porque meus pais achavam tudo normal e natural. Mas hoje, tenho tudo que não tinha e posso auxiliar meus filhos e quem mais  quiser aprender sobre o que é certo e o que é errado no mercado de trabalho, e nesse momento o que é muito importante é que todos que querem trabalhar, aprender, melhorar suas vidas, o mercado de trabalho e o país deveriam ser bem vindos, deveriam ter a chance de trabalhar e de crescer em suas profissões ou em qualquer outra que se tenha escolhido para continuar no mercado. 
        Entendo que nova geração tem sido rotulada como problemática, e vou ser sincera, convivendo com eles vejo que em muitos aspectos o mercado está certo, mas proporcionalmente a problemática também existe um descaso e uma falta de atrativos para que a nova geração que está entrando agora no mercado queira se desempenhar dentro dos melhores padrões. Foi comprovado cientificamente que estamos sendo tão bombardeados com informações que estamos começando a ter lentidão para algumas atitudes e pensamentos, o essa geração está sendo a maior prejudicada. Vejo jovens sem firmeza de ideias em que precisamos afirmar a mesma coisa 5 vezes ou mais e ainda assim existe a chance de no dia da entrega do projeto existam dúvidas. E aí, para empresas que querem se destacar no mercado, ter a visão de unir profissionais de várias gerações tem sido primordial. Quando uma empresa contrata pessoas com ideias, criações e velocidades de pensamentos diferentes a empresa só tem a ganhar. Claro, devemos sempre analisar se esta massa de profissionais está fazendo o que se propõe, que é troca de experiências, ideias e até velocidade para a finalização de processos e ou projetos. 
        Vou usar como exemplo um caso que aconteceu a uns 30 dias. Minha empresa, claro, preza pela diversidade em sua totalidade e tínhamos um projeto a ser apresentado a um cliente. Briefing apresentado, enviado por e-mail a todos os participantes, prazos colocados, tudo muito claro e explicito. E quase que não apresentamos o projeto completo ao cliente. Foi colocado como líder do projeto um jovem extremamente capacitado, mas também procrastinador, e também um profissional 50+, pontual, que estuda o briefing até ficar tudo na ponta da língua e que procura ser o mais exato ao que o cliente solicita possível. Este projeto acompanhei bem de perto e foram tantas duvidas do jovem, informadas e reinformadas pelo colaborador +, cobranças de prazo, revisão exaustiva das pecas do projeto, e um aceite imediato do cliente. Após a finalização, como sempre faço tivemos a reunião de feedback, e todos da equipe foram claros, as ideias do profissional jovem, a abordagem, tudo foram cruciais para o projeto, mas sem a expertise, a pontualidade, o conhecimento do briefing do profissional +, nada teria saído dentro do prazo. E o melhor, a equipe já pediu para ser mantida em um outro projeto e o profissional jovem, pediu que o + estivesse sempre com ele pois eles juntos são imbatíveis. 
        Não devemos deixar de apoiar os que estão entrando no mercado agora, mas não temos o direito de jogar fora a experiência dos que já estão no mercado e que tem ainda muito a agregar. Empresários, pensem, ETARISMO NÃO GERA LUCRO, GERA PREJUIZO. 

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Gestão de pessoas entre gerações 

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Elaine Ferreira 
Administradora, Consultora de RH, Gestão de Pessoas, MBA em educação para jovens e adultos, MBA em ESG, COACH de trabalho e MENTORA de trabalho.

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