Todos são inocentes, até que se prove o contrário.


 Todos são inocentes, até que se prove o contrário.


    Muitos assim como eu, que amam séries policiais ou com advogados, já ouviu esta frase em algum momento e sim, ela deve ser aplicada também no mundo corporativo. E na minha opinião deve ser ainda ao pé da letra, porque nem sempre é o que parece, nem sempre foi aquela pessoa quem fez ou não fez e se não formos imparciais podemos colocar nossa empresa em sérios problemas. 
    Como um colaborador, de base, linha de produção, não devemos apontar o erro dos outros por vários motivos, e um deles e para mim o maior é que também erramos, ou erraremos, e não ter piedade, ou mesmo somente apontar sem a certeza absoluta do acontecido pode fazer com que sua equipe não queira mais você junto dela, e para muitas funções, muitas áreas, o trabalho compartilhado, o trabalho em grupo é a chave para que tudo saia da forma correta. 
    Como lideres ou como chefe, ter o olhar atento a tudo que se passa em seu grupo de liderados, conhecer quem são as pessoas que trabalham com você poderá ajudar a ser mais claro quando o assunto for verificar quem está certo, quem está errado ou fazer a justiça dentro de seu grupo. 
    Para CEOs, presidentes e afins, principalmente em grandes empresas é necessário ter uma equipe de líderes muito ajustada com o clima organizacional para que as ações e decisões possam estar em sua maioria e após ser aberto uma sindicância para averiguar a realidade do que se pretende efetuar em concordância com o certo, o justo e o que a voz mais alta da empresa acha que está certo. 
    Para que todos possam exercer suas funções de forma correta quando as dúvidas, as questões são colocadas a prova, é preciso que muitas áreas estejam bem treinadas, alinhadas com a empresa, conhecendo por completo os atores das ações e preparados para tomada de decisão. E é muito difícil se tomar uma decisão baseada em achismos, e também é difícil ser um líder justo, pois sempre alguém vai se sentir prejudicado com a decisão tomada, mas que se estiver bem clara e embasada, poderá causar pouco estrago. A área de compliance é a área perfeita para o recebimento da queixa e averiguação das informações para que a tomada de decisão seja baseada em informações fidedignas, depois dela ou dependendo da empresa, fazendo parte dela, vem a área de mediação de conflitos, que pode também ser uma pessoa ou empresa externa, o que deixará tudo ainda mais imparcial. Outra área que é importantíssima neste  momento é o RH, que deve usar seu lado humano em sua essência, pois a vida profissional de uma pessoa, uma vaga de emprego, um processo à empresa ou outra fonte que possa vir de uma queixa, precisa estar resguardada até que se veja o que aconteceu e se ocorreu algo, se existiu culpa ou não. 
    Você, meu querido leitor deve estar achando que eu estou vendo muitas séries policiais, mas posso garantir a você que não, e que uma empresa que tem os profissionais como ponto mais que importante na cadeia de trabalho deve estar sempre muito atenta. Pessoas são passíveis de erro, e erros podem levar a várias vertentes. Vou parafrasear um ditado que tem sido muito falado e que eu não sei de quem é, mas "Só erra quem trabalha", e então o erro deve ser visto, corrigido, e deve-se ter o ponto garantidor de que o erro não acontecerá novamente. Uma falha grande que foi denunciada as áreas de importância, precisam ser verificadas, analisadas, buscada veracidade e após a certeza dos fatos e vendo a gravidade dos mesmo é que se deve levar a pessoa acusada, e de preferência deixando que o mesmo se explique e de sua versão dos fatos, que também deverá passar pelo mesmo processo que a denuncia. 
    Ainda existem empresas que usam a prática da advertência e depois de 3 advertências demissão por justa causa, mas uma demissão por advertência não é tão vantajosa, uma vez que se nada foi feito para a verificação dos motivos e os porquês das ações pode ser uma advertência arbitrária e passível de uma ação judicial, que mesmo o profissional perdendo é colocado um ponto negro no histórico da empresa, e tentar a justa causa, sem provas reais, é um tiro no pé. Então, nós que temos o conhecimento de como agir e o que fazer, precisamos cada vez mais informar a todos as melhores formas de agir quando ações, queixas, denuncias e reclamações acontecem em suas empresas. Empresas que são justas tem profissionais mais felizes e produtivos. 


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Elaine Ferreira 
Administradora, Consultora de RH, Gestão de Pessoas, MBA em educação para jovens e adultos, MBA em ESG, COACH de trabalho e MENTORA de trabalho.

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