A desistência - do home office - é realmente a solução?!
A desistência - do home office - é realmente a solução?!
Por parte das empresas é afirmado que existe uma dificuldade das lideranças em atender as expectativas dos colaboradores, mas se este é o problema real, treinar esses líderes é uma solução simples e bem menos onerosa que trazer todos os colaboradores de volta a planta física da empresa.
Uma pesquisa efetuada com dados de 2024 pela ABRH Brasil+ Umanni 46,6% das empresas adotaram o trabalho 100% presencial e 46,2% o modelo híbrido. Então pensando em empresas e colaboradores está tudo meio a meio, metade das empresas estão torturando seus colaboradores, mantendo-os enclausurados em salas impessoais, deixando os colaboradores estressados de tanto tempo que passam no trânsito para baterem metas e horários rigorosos colocados por essas empresas. Uma outra metade um pouco mais inteligente, e que tem o pensamento de manter os melhores colaboradores em suas empresas tem negociado ( a maioria ouviu seus colaboradores e não tomou decisões unilaterais) o trabalho híbrido, mas o trabalho home office está sendo praticamente extinto. 7,3% ainda mantem este regime de trabalho, mas se formos olhar mais de perto provavelmente as empresas que estão com este regime, já tinham este regime antes da pandemia e somente estão mantendo. Suas lideranças já se adequaram ao tipo de trabalho home office e eles já viram que é a melhor forma para que a empresa funcione de forma a garantir lucro e profissionais aderentes a empresa.
Eu particularmente tenho o a consciência de que nem todas as empresas e áreas podem ter trabalho home office. Vou usar um exemplo simples, área da saúde em sua grande maioria não tem como efetuar o atendimento 100% home office. Você imagina um parto feito por teleconferência? Porém, atendimentos mais simples como uma consulta, um atendimento de terapia pode tranquilamente ser efetuado via teleconferência, e muitas vezes com um atendimento muito mais claro que presencialmente. Mas já, ainda se tratando da área da saúde, uma operadora de saúde não precisa manter todos os seus colaboradores trabalhando presencialmente, podendo efetuar uma negociação que flexibilize e dê mais tempo de qualidade aos colaboradores.
Empresas são feitas de pessoas, mas ainda existem muitos empresários que acham que colaboradores são a extensão da escravidão e que suas vidas privadas não contam e não precisam contar, a única coisa que conta é a mão de obra barata, sub empregada e de qualidade, sim porque o colaborador está cada vez mais qualificado e cada vez com empregos que não valorizam os colaboradores, não somente um, mas todos. Podemos ver claramente que empresas que valorizam, mesmo que minimamente seus colaboradores conseguem tirar deles o que há de melhor e são expoentes em seus nichos, e neste momento o que os colaboradores querem e precisam é qualidade de vida e dentro desta linha, um ponto importantíssimo é o tempo que se perde no trânsito, o tempo que o colaborador não tem para melhorar seus conhecimentos, que não tem para cuidar preventivamente de sua saúde, de sua família.
Lucro é bom, mas ter bons colaboradores farão as empresas terem lucros mais certos e palpáveis. O trabalho com RH me fez ver que empresas que não valorizam pessoas não tem sua durabilidade no mercado, então se você é um empresário, ou um colaborador veja o que você quer e precisa e faça boas escolhas para sua vida profissional.
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