Porque as boas empresas são identificadas e as más não são?
Porque as boas empresas são identificadas e as más não são?
Desde o inicio de minha vida profissional, doida e cheia de questionamentos que uma coisa não mudou, adoro ler revistas especializadas em liderança, organização e pessoas e por muito tempo fui assinante da maior. Fui até ela se tornar online, porém continuo lendo. Para todos que são da mesma época ou que fazem a mesma coisa sabem que anualmente existe, juntamente com outra revista empresarial a edição de melhores empresas para se trabalhar, que é efetuada por uma empresa extremamente séria. Eu tive a experiência de participar do processo de fazer sua empresa ser uma das melhores para se trabalhar por 2 anos, quando trabalhava em uma grande empresa de saúde. O processo é maravilhoso e realmente abrange TODOS os colaboradores. Nós enquanto colaboradores participamos de todo o processo e podemos torcer, curtir ou seja, temos o poder e a felicidade de participarmos para que a empresa seja uma das melhores. Meu pensamento, até hoje, sempre foi que participar de uma empresa classificada como uma das melhores para se trabalhar além de dar orgulho, engrandeceria nosso currículo, pois se você trabalha em uma empresa assim, quer dizer que você também é um bom profissional para se trabalhar.
Hoje com o amadurecimento, com as experiências, passando por ótimas, boas, más e péssimas empresas, vejo que sim, é bom você trabalhar em uma ótima empresa para se trabalhar, sim, seu currículo fica engrandecido, portas são abertas. Mas e as más empresas, porque também não se tem um ranque de empresas que devemos evitar, ou que podemos ir se temos estomago para trabalhar com chefes e não lideres, metas impossíveis de alcançar, empresas que não sabem sua missão, que não tem visão, propósito? Essas empresas não sabem nem o que é isso.
Quem quer ser um bom profissional precisa ter todos os tipos de exemplo de empresas, mas se você pode escolher, ou se você pode trabalhar sabendo a verdade da empresa, seria incrível.
Quando eu estava iniciando a minha transição de carreira, passei por algumas empresas que não eram ruins, mas estavam iniciando e precisavam de ajuda para melhorar seus processos e projetos, e hoje são pequenas, mas ótimas. Depois fui para uma empresa média, multi nacional, inicialmente com ideias de processos a serem colocados, mas eles falharam no inicio, nunca devemos esquecer que o RH é assim como todas as áreas da empresa um braço a ser desenvolvido quando do começo. Não adianta você contratar uma pessoa com muita expertise e simplesmente tudo que ela perguntar você simplesmente responder depois de 3 meses, você enquanto presidente ou CEO deixar a equipe de RH com informações dadas pelos pares, não informar, missão, visão, valores, metas do ano porque se o RH não tem informações, ele somente vai criar documentos, que podem não ser aprovados, cuidar do recrutamento e preparar as analises e pesquisas, tudo muito vago e sem saber se está fazendo a coisa certa ou não. Essa empresa eu daria nota 5. Logo após esta veio a empresa ruim, essa, sem palavras, uma das donas estava dando um desfalque e simplesmente não pagava impostos e não recebia das empresas que deveria receber porque não fez o credenciamento. Essa eu tentei ajudar, mas foi aí que vi o golpe e o melhor foi sair. Para essa, nota 3 por burrice e egocentrismo. E então vieram as 2 péssimas, digamos que em tudo elas eram muito ruins, assédio moral, atraso nos pagamentos, quebra de clausulas contratuais, desrespeito, coisas horrorosas feitas com TODOS os colaboradores pela diretoria e apoiado pelo presidente da empresa. Nunca vi uma empresa com tantos processos trabalhistas, e o pior, todos inocentando a empresa pois acordos escusos são feitos o tempo todo. Bons profissionais são humilhados e maus são exaltados. E uma outra empresa, americana, com sede em Miami, que simplesmente não tem nenhum pensamento em ser uma multinacional, pois tentou mudar a legislação trabalhista para que os colaboradores seguissem, regras, horários e tudo como se fosse outra empresa nos EUA. Eu sempre imaginei se eles resolvessem abrir uma filial no Japão. Para essas duas últimas empresas, nota 1.
Se realmente existisse um ranque que nós pobres colaboradores pudéssemos acessar e ver se a empresa em que vamos trabalhar tem alguma coisa boa ou somente coisas ruins posso garantir, que as boas empresas fariam tudo para continuarem sendo boas para que pudessem ficar com bons profissionais, e as más, tentariam mudar para conseguirem bons profissionais, pois claramente somente aqueles que não conseguiram emprego em nenhuma boa empresa ficariam nas empresas ruins.
Sou a favor de sabermos sobre coisas boas, mas como me disse uma ex líder e grande amiga, o mundo não é feito somente de boas empresas. E precisamos saber quem são as más.
Pensando nisso, iniciei o projeto do CastRH que começa agora em março, para que o colaborador tenha voz e possa colocar o que pensa. É muito fácil os programas, revistas e meios de comunicação colocarem o que as empresas, os presidentes e os CEOS pensam. Mas e os colaboradores de todas as áreas, principalmente da parte mais baixa da pirâmide que normalmente é silenciado ou não visto.
Um país que tem pensamento de crescimento precisa apoiar a educação, e ouvir sua população e o que mais quero é ver meu país sendo a maior potência econômica do mundo. Se quiser, venha participar dessa utopia comigo.
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