O assédio de cada dia



O assédio de cada dia

    O ano de 2025 para mim foi uma ano de muito conhecimento e de constatar que muito ainda tem que se fazer para que empresas tenham consciência que profissionais não são escravos. Pude ver de perto como 2 empresas de nichos diferentes se comportavam, mas com coisas muito fortes em comum, o desrespeito aos profissionais que tanto faziam com que eles lucrassem. 
    Consegui detectar vários tipos de assédio, graças a Deus não vi nenhum sexual, mas tirando esse, todos e mais alguns que ainda não sabiam que existia. 
    Xingamentos, ofensas, ironias, isolamento de profissionais considerados não capazes, atribuição de tarefas humilhantes, atribuição de tarefas impossíveis de serem cumpridas, ameaças (essas foram muitas), demissão sem motivo (nunca emiti tanto aviso prévio), criticas em publico, e para mim uma das melhores, contratar um profissional para uma área e fazer o antigo ensinar o trabalho ao novo e demitir o antigo, fazer a pessoa trabalhar em um lugar extremamente distante da residência com o intuito claro de fazer o profissional se demitir e outros muito ruins, horríveis e que me fizeram em alguns momentos achar que o mundo não tem mais esperança. 
    Sim, ainda existem empresas que fazem tudo isso e sabe porque? A certeza da impunidade, a certeza de que mesmo se for processada e perder, vai pagar uma multa e com isso poderá continuar fazendo suas maldades a torto e a direito. Chefias que tem esse pensamento totalmente arcaico e ignorante tem muito ainda a aprender, pois é muito mais caro demitir do que manter um profissional, é muito melhor treinar da forma correta, ter as informações de como quer que a empresa trabalhe informadas de forma clara e contínua sempre clara e a mão do funcionário, investir nos profissionais para que eles se tornem ótimos profissionais para serem requisitados por outras empresas e esses profissionais prefiram se manter em suas empresas é um valor que não tem preço e que esses 'chefes' não conseguem visualizar claramente. 
    Pude também observar muito claramente, que o grande problema muitas vezes não é a 'chefia' direta, mas sim vem em linha reta, do Presidente, CEO ou diretor e vai descendo até o 'chefe' da linha mais baixa do organograma. E claro que empresas como essa, nós que acreditamos que o RH é mais que cuidar da contratação e da demissão precisamos curar a empresa desde o topo, o que é muito difícil, mas não impossível. 
    O ano de 2026 inicia com recorde de profissionais empregados, mas precisamos sempre lembrar, a que custo esses profissionais estão empregados e o que podemos fazer para estancar essa ferida do assédio e termos lucro também com pessoas. Pense nisso. 


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