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Mães e trabalho

    Uma das melhores coisas da minha foi realizar meu sonho de vida de ser mãe. Priorizei estudo e trabalho para poder dar uma estrutura aos meus filhos, coisa que muitas mulheres brasileiras não conseguem. Sou privilegiada. 

    Quando minha primeira filha nasceu eu estava estável no trabalho, tinha terminado minha faculdade e tinha salário e benefícios que puderam me ajudar a dar estabilidade no nascimento dela, tinha um bom plano de saúde e tudo foi muito fácil e tranquilo para mim. Mas podemos dizer que a grande maioria das mulheres e não estou dizendo as mães podem ter essa segurança. 

    Conforme pesquisa da revista Época Negócios as mulheres tem grande dificuldade de conciliar vida pessoal com profissional, 24,1% das mulheres entrevistadas pela revista gostariam que os  horários de trabalho fossem flexíveis e 15,1% gostariam que o modelo de trabalho para mulheres e mães fosse hibrido, 22,4% querem que as empresas deem plano de saúde para dependentes, pois uma mãe que se preocupa menos com a saúde dos filhos consegue trabalhar mais e melhor e isso se reverte em valores para as empresas, mas isso parece que não é visto ou se é visto não é colocado como prioridade para as empresas. Mulheres podem dar tanto ou mais lucro que os homens, mas precisam de um tratamento igualitário onde alguns benefícios que é dado para as mulheres deveria ser dado também para os homens. 

    A mulher mãe, que trabalha, tem ainda uma dupla jornada e uma sobrecarga de serviço que conseguimos fazer, porém em um futuro a mulher colapsa, e todos que temos um mínimo de senso sabemos que quando se faz muitas coisas diferentes ao mesmo tempo, ou você dá prioridade para alguns pontos e faz as outras por fazer, ou faz tudo mal feito. E este ponto é extremamente utilizada para que as contratações de mulheres ainda não seja a prioridade.

    Por conta de toda essa sobrecarga de vida as empresas ainda hoje são questionadas quanto a filhos, 83,7% informaram já terem sido questionadas quanto a filhos em uma entrevista, porém 0% dos homes informou o mesmo, pois se tem a ideia clara entre os empresários de que os homens não tem a obrigação de cuidar dos filhos, quando isso deveria ser uma obrigação do casal. 

    Como empresas simplesmente ignoram as leis trabalhistas mais básicas como o pagamento do FGTS, o direito a férias, o simples pagamento de salário, as leis e politicas de inserção da mulher no mercado de trabalho é simplesmente ignorado, deixado para lá, e apesar de todas as lutas, debates e colocações para que a mulher, a mãe, seja vista não somente como uma chocadeira, um forno para gestar pessoas, mas sim como um dos seres mais maravilhosos do mundo, pois apesar de tudo, de termos neurônios a menos, estudamos muito mais e temos pontuações melhores, nossa performance é, quando deixado pelos homes, muito melhor que dos melhores homens. E mesmo assim não somos soberbas, somos amigas, parceiras e aptas para lutar conjuntamente com toda a empresa.

    A nós, mulheres, mães, neste dia dedicado a nossa luta de cuidar e educar, pedimos ajuda, apoio e que nossas leis sejam levadas a sério. Melhor, que as leis trabalhistas como um todo sejam levadas a sério e com isso que o país cresça como uma criança gestadas por todos nós brasileiros.
 

Elaine Ferreira 
Administradora, Consultora de RH, Gestão de Pessoas, MBA em educação para jovens e adultos, MBA em ESG, COACH de trabalho e MENTORA de trabalho.

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