52 Mães e trabalho
Quando minha primeira filha nasceu eu estava estável no trabalho, tinha terminado minha faculdade e tinha salário e benefícios que puderam me ajudar a dar estabilidade no nascimento dela, tinha um bom plano de saúde e tudo foi muito fácil e tranquilo para mim. Mas podemos dizer que a grande maioria das mulheres e não estou dizendo as mães podem ter essa segurança.
Conforme pesquisa da revista Época Negócios as mulheres tem grande dificuldade de conciliar vida pessoal com profissional, 24,1% das mulheres entrevistadas pela revista gostariam que os horários de trabalho fossem flexíveis e 15,1% gostariam que o modelo de trabalho para mulheres e mães fosse hibrido, 22,4% querem que as empresas deem plano de saúde para dependentes, pois uma mãe que se preocupa menos com a saúde dos filhos consegue trabalhar mais e melhor e isso se reverte em valores para as empresas, mas isso parece que não é visto ou se é visto não é colocado como prioridade para as empresas. Mulheres podem dar tanto ou mais lucro que os homens, mas precisam de um tratamento igualitário onde alguns benefícios que é dado para as mulheres deveria ser dado também para os homens.
A mulher mãe, que trabalha, tem ainda uma dupla jornada e uma sobrecarga de serviço que conseguimos fazer, porém em um futuro a mulher colapsa, e todos que temos um mínimo de senso sabemos que quando se faz muitas coisas diferentes ao mesmo tempo, ou você dá prioridade para alguns pontos e faz as outras por fazer, ou faz tudo mal feito. E este ponto é extremamente utilizada para que as contratações de mulheres ainda não seja a prioridade.
Por conta de toda essa sobrecarga de vida as empresas ainda hoje são questionadas quanto a filhos, 83,7% informaram já terem sido questionadas quanto a filhos em uma entrevista, porém 0% dos homes informou o mesmo, pois se tem a ideia clara entre os empresários de que os homens não tem a obrigação de cuidar dos filhos, quando isso deveria ser uma obrigação do casal.
Como empresas simplesmente ignoram as leis trabalhistas mais básicas como o pagamento do FGTS, o direito a férias, o simples pagamento de salário, as leis e politicas de inserção da mulher no mercado de trabalho é simplesmente ignorado, deixado para lá, e apesar de todas as lutas, debates e colocações para que a mulher, a mãe, seja vista não somente como uma chocadeira, um forno para gestar pessoas, mas sim como um dos seres mais maravilhosos do mundo, pois apesar de tudo, de termos neurônios a menos, estudamos muito mais e temos pontuações melhores, nossa performance é, quando deixado pelos homes, muito melhor que dos melhores homens. E mesmo assim não somos soberbas, somos amigas, parceiras e aptas para lutar conjuntamente com toda a empresa.
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