35 O papel da liderança na mediação de conflitos
Muito se falou no novo normal durante e após a pandemia de covid-19 que abalou o mundo, mas hoje as empresas por motivos ainda um não muito bem informados estão voltando ao velho normal, e em muitos casos voltando a formas de tratar os profissionais também antigos, o que para profissionais, tanto os que já trabalhavam em empresas com pensamentos mais sociáveis quanto os que puderam experimentar lideranças ou chefias mais abertas a ideias de uma gestão onde o profissional é tão importante quanto o lucro estão tendo conflitos com novas lideranças com pensamentos antigos e mesmo pares que não conseguem visualizar, apesar de toda a divulgação de uma ideia onde o profissional não é mais um bem da empresa, que o que o profissional efetua é a venda de suas horas de trabalho e não é mais um bem móvel da empresa.
E dentro do ambiente de trabalho cabe a liderança, ou lideranças a conciliação dessas pessoas dentro do ambiente para que o que ocorra seja uma troca de conhecimento constante e discussões que acrescentem e façam com que formas melhores de trabalho sejam desenhadas.
Mas o que temos visto, apesar de cada vez mais se ter treinamentos, melhorias de conhecimento e experiências, são lideres com perfil de chefia e não sabendo como conciliar ou mesmo minimizar de forma inteligente os conflitos que ocorrem nas empresas. O que voltou com uma força importante é o antigo "É para ser assim porque eu sou o chefe", que para muitas pessoas, para algumas gerações de trabalhadores e mesmo para pessoas que sabem que esse tipo de postura não é tão bem vista nas empresas, simplesmente prefira iniciar um retorno as buscas para uma nova mudança de empresa ou mesmo mudança de carreira.
Em casos mais fortes, é necessário que áreas como o compliance entre em ação para que os problemas sejam sanados, pois apesar de uma visível estabilidade nos casos de assédio moral julgados pelo Ministério do Trabalho os números ainda são altos. Também não podemos esquecer que ainda existe um certo medo de os profissionais relatarem ao Ministério do Trabalho em última instância, e ao compliance da empresa em uma instância local, o que nos entrega números de relatos ainda não tão verdadeiros quanto o relato efetuado pela "rádio corredor". O que mostra que ainda se precisa fazer muito para que tenhamos as lideranças efetuando uma tratativa mais equalizada com ideias humanizadas de gestão.
Números de casos julgados de assédio moral pelo Ministério do trabalho:
2021 - 52 mil casos;
2022 - 8508 casos;
2023 - 8458 casos;
Quer saber mais sobre MEDIAÇÃO DE CONFLITOS, inscreva-se em um dos nossos treinamentos.
GESTÃO DE PESSOAS ENTRE GERAÇÕES
Elaine Ferreira
Administradora, Consultora de RH, Gestão de Pessoas, MBA em educação para jovens e adultos, MBA em ESG.

Comentários
Postar um comentário