1 - Etarismo nas matérias de revistas de RH
Há um fardo silencioso que muitas vezes pesa sobre os ombros dos profissionais, um peso que não é medido em quilos, mas em anos. É o etarismo, uma forma sutil de discriminação baseada na idade, que pode se infiltrar sorrateiramente em nossas carreiras, deixando cicatrizes invisíveis e limitando nossas oportunidades de crescimento.
Imagine uma cena comum em um escritório: uma reunião está acontecendo para discutir uma promoção. Entre os candidatos qualificados, há um indivíduo mais jovem, cheio de entusiasmo e ideias inovadoras, e outro mais experiente, com décadas de serviço prestado à empresa. Enquanto as qualificações são discutidas, às vezes o fator determinante parece ser a idade. Comentários sutis como "ele é muito jovem para liderar um projeto desse porte" ou "ela já está na empresa há tanto tempo, talvez seja hora de abrir espaço para novos talentos" podem surgir, guiando as decisões de maneira subconsciente.
O etarismo se manifesta de várias maneiras, desde a recusa em contratar candidatos mais velhos, até a suposição de que os mais jovens são inexperientes demais para assumir responsabilidades significativas. Essas suposições podem se tornar barreiras intransponíveis para profissionais que desejam crescer e evoluir em suas carreiras.
Para os mais jovens, o etarismo pode representar uma parede de vidro, transparente o suficiente para ver as oportunidades do outro lado, mas resistente o bastante para impedir o acesso. Eles podem ser desconsiderados em favor de candidatos mais velhos, mesmo quando têm as habilidades e a determinação necessárias para o cargo. A falta de experiência muitas vezes é vista como uma desvantagem, ignorando-se a energia, a criatividade e a vontade de aprender que os jovens trazem consigo.
Por outro lado, os profissionais mais velhos muitas vezes enfrentam o desafio oposto. Apesar de sua vasta experiência e conhecimento, podem ser preteridos em favor de colegas mais jovens, especialmente em setores que valorizam a juventude e a inovação. Eles podem se sentir marginalizados e desvalorizados, como se sua contribuição ao longo dos anos fosse insignificante diante do brilho da juventude.
Essas narrativas são injustas e limitadoras para todos os envolvidos. O verdadeiro potencial de um profissional não pode ser medido pela idade, mas sim pelo seu comprometimento, habilidades e capacidade de aprender e se adaptar. A diversidade de idade em um ambiente de trabalho traz benefícios significativos, combinando a energia e o entusiasmo dos mais jovens com a sabedoria e experiência dos mais velhos.
Portanto, é fundamental reconhecer e combater o etarismo em todas as suas formas. As empresas devem promover uma cultura inclusiva que valorize a diversidade em todas as suas formas, incluindo a idade. Os gestores precisam estar atentos a seus próprios preconceitos e garantir que as decisões sejam baseadas no mérito, não na idade.
Enquanto isso, os profissionais devem se recusar a serem definidos pelo número de velas em seus bolos de aniversário. Eles devem desafiar as expectativas e provar seu valor através de seu trabalho e dedicação. Em última análise, é a paixão, o comprometimento e a competência que devem ser os verdadeiros critérios para o avanço profissional, não a data de nascimento registrada em uma carteira de identidade.
O etarismo pode ser uma sombra escura sobre o caminho do sucesso, mas com consciência, coragem e determinação, podemos dissipá-la, permitindo que todos os profissionais floresçam e alcancem seu pleno potencial, independentemente da idade.
Link sobre o assunto que mais discordo..
Não devemos fazer textos como estes, isso é etarismo..

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